Opel GT (GT`aime)


Um olhar é suficiente para criar a paixão. O novo Opel GT pode mudar a sua vida num bater de coração. Sinta os seus sentidos a girar com os seus detalhes únicos. 🙂

A Opel retorna às origens do conceito roadster e lança o GT, o qual pretende arrasar o segmento com a imbatível relação preço/potência: são 264 cv por 43 mil euros! Os Estados Unidos da América é o país que lhe serve de berço.

Este é um daqueles automóveis que sabe como atiçar a curiosidade. O capot longo, as vias largas e o habitáculo tão próximo quanto possível do eixo traseiro criam um visual dramático que se espera de um roadster de altas performances.  A ficha técnica também gera entusiasmo: o bloco 2.0 tem injecção directa e é “insuflado” por um turbo, as quatro suspensões são compostas por triângulos sobrepostos, a tracção faz-se às rodas traseiras e o conjunto motor/caixa manual fica bastante recuado e disposto na longitudinal, resultando numa distribuição de pesos equitativa pelos eixos. Mas só se percebe todo o seu potencial no momento em que o cérebro processa a associação entre potência e o preço: os 264 cv custam apenas 43 mil euros! Eis o Opel GT, um dos automóveis mais tentadores da actualidade.

A América rende-se ao GT

Este é o primeiro contacto com o Opel GT teve lugar em Palm Springs, no estado norte-americano da Califórnia. As estradas desta cidade contam com uma invejável variedade de automóveis exóticos, mas nem esse facto esbateu a curiosidade dos locais pelo GT. No final do dia já nos tínhamos habituado a prestar esclarecimentos sobre a máquina: “É o Opel GT, mas pode comprá-lo nos Estados Unidos da América como sendo um Saturn, o Sky”. Ainda que se destine unicamente à Europa, a verdade é que o Opel só existe devido à dimensão do mercado norte-americano. O GT é produzido do lado de lá do Atlântico, no estado de Delaware, juntamente com o Pontiac Solstice e o Saturn Sky. Uma vez que não houve investiento numa linha de produção específica para o GT, foi possível conter bastante o custo final, tendo sido essa uma das preocupações fundamentais ao longo de todo o projecto. O modelo da Opel assemelha-se mais ao seu homólogo da Saturn, mas há detalhes estilísticos que os diferenciam e todo o processo de desenvolvimento de chassis e motor teve lugar na Europa.

 

GT busca inspiração no Corvette

 

A moldagem por hidroformação, aplicada no chassis em aço do GT, tem por base o conceito técnico aplicado no icónico Corvette.

A estrutura do GT é formada por longarinas em aço – ligadas a um robusto tunel central também em aço – as quais são moldadas com a aplicação de elevadíssimas pressões hidráulicas. A GM já utiliza a tecnologia de hidroformação no Corvette, com a diferença de que o metal aplicado no super-desportivo norte-americano é o alumínio. Esta técnica de moldagem é mais dispendiosa que a vulgar prensagem mecânica, mas cria peças mais robustas e com menor propensão à criação de pontos de fadiga. O quatro cilindros 2.0 turbo deriva do bloco usado no Astra OPC, mas diferencia-se deste por incluir injecção directa e distribuição com variador de fase contínua, que se aplica tanto ao veio de excêntricos da admissão como ao de escape.

A tentação é grande…

O dia fresco e solarengo convidava a rodar “destapado”. A maior pecha do GT é não ter capota eléctrica, mas por apenas 43 mil euros não se pode ter tudo… A operação de recolha exige que saiamos do carro e, no final, a bagageira quase desaparece, só ficando espaço para os casacos e pouco mais. Os bancos criam o devido apoio lateral, mas falta a regulação do volante em profundidade para que se obtenha uma postura mais correcta. A presença de materiais rijos relembram-nos a preocupação de conter os custos de produção do GT, mas o equipamento de série já inclui o controlo de estabilidade, o sistema áudio com comandos no volante e leitor de MP3, o cruise control e o ar condicionado. Nada Mau.

Nos primeiros quilómetros, ficámos impressionados com a docilidade do GT. As suspensões são surpreendentemente macias com as pequenas irregularidades do asfalto citadino, a estrutura não geme e a ampla disponibilidade de binário torna a condução fácil. A tentação de “soltar” os 264 cv era grande, mas foram tantos os pré-avisos a respeito dos limites de velocidade, que demos por nós a guiar abaixo dos valores estipulados… É como dar um chocolate  a uma criança e, logo de seguida, dizer-lhe que não o pode comer. Pelo menos deu para sentir a desenvoltura com que o GT progride. A força surge ainda antes das 2000 rpm e estende-se até bem perto das 6000 rpm. As longas rectas no meio de uma planície desertificada fizeram-se nas impostas 55 milhas/hora (88 km/h). Não fosse o vento, e parecia que estávamos parados… As estradas de montanha têm limites ainda mais absurdos, mas numa ou noutra curva lá deu para ir “sentindo” o GT, o qual reage com prontidão ao rodar do volante e sabe como preservar a estabilidade em apoio.

Tal como o GT de 1968, o novo GT pretende trazer mais emoção à gama Opel. A julgar por este primeiro contacto, o objectivo será cumprido…

A aderência é imensa, mas os limites surgem de forma progressiva e com reacções de fácil resolução. A tracção traseira permite-nos usar o acelerador para ajustar o comportamento em curva, sendo que o modo mais liberal do controlo de estabilidade (Competitive Mode) concilia a faceta lúdica do GT com a necessária segurança activa. E nem sequer lhe falta o autoblocante, para que os “powerslides” se tornem numa realidade exequível…

 A simplicidade impera a bordo do GT. Os materiais denotam alguma poupança, mas o equipamento de série é completo.

Ficha técnica:

Motor:    

   Tipo/Colocação: 4 cil. em linha/Diant., longitudinal

   Cilindrada (cc): 1998

   Distribuição: 2 v.e.c./16 válvulas

   Alimentação: Injecção directa, turbo

   Potência máxima (CV/rpm): 264/5300

   Binário máximo (Nm/rpm): 353/2500-5000

Transmissão:

   Tracção/Caixa: Traseira/Manual de 5

Plataforma:

   Suspensão dianteira: Independente, triângulos sobrepostos

   Suspensão traseira: Independ., triângulos sobrepostos

   Direcção/nº de voltas: Cremalheira assistida/-

   Diâmetro de viragem: 10,5

   Travões frente/trás: Discos ventilados/Discos

   Jantes/Pneus: 245/45 R18

Carroçaria:

   Comp./larg./alt. (mm): 4100/1813/1274

   Distância entre eixos (mm): 2415

   Mala/Depósito (l): 157 (66)/-

   Peso (kg): 1331

Prestações:

   Velocidade máxima (km/h): 229

   0-100 km/h (s): 5,7  

Consumos:

   Urbano/extra-urb. (l/100 km): 13,0/6,9

   Combinado (l/100 km): 9,2

Preço:

 +/- 43 000 €

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